segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Polícia prende em Palestina homem com carros roubados e clonados em SP, e vendidos no interior


Maurílio Goeldner / TV TEM - Site Tem Mais (SJ Rio Preto SP) 


Se você não leu no site www.jornaldaregiaopalestina.com.br (de fonte da TV TEM- TEM MAIS)
o notíciário divulgado foi este:


A polícia está à procura de uma quadrilha especializada em roubo de veículos e clonagem de placas. Os crimes são praticados na capital e os carros são vendidos com documentos novos, em todo o interior do Estado de São Paulo. As investigações começaram depois que um homem que fazia a receptação foi preso em Palestina, na região noroeste.
Os dois carros modelo 2010 foram recolhidos. Eles são avaliados em R$ 100 mil, valor que não coincide com a renda do homem preso, que está desempregado. Ele passava com o carro prata no centro da cidade, quando foi abordado pela Polícia Militar. Sem carteira de habilitação, logo levantou suspeitas. O veículo foi apreendido e pelo número do chassi a polícia descobriu a fraude. Trata-se de um carro roubado e com placas clonadas.
A polícia foi até a casa dele, que confessou o crime e ainda mostrou o outro carro, que também era roubado. O homem, de 25 anos, foi preso em flagrante por uso de documento falso e receptação.




Empreendimento Jornal da Região/Publicidade Mapa Midial/Rádio Web Rede Midial, de Palestina, prepara surpresas


domingo, 7 de agosto de 2011

Amertp protesta no Calçadão de Rio Preto contra a construção de PCHs que acabariam com a cachoeira do Talhadão, e já tem 3 mil assinaturas contra as obras


Sidnei Costa/Agencia BOM DIA – Foto: Vinícius Marques Agência BOM DIA


Advogada da associação (de boné amarelo)
 durante coleta de assinaturas sábado (06/08)

Associação que se mobiliza contra a instalação de duas usinas hidrelétricas na região de Rio Preto já reuniu 3 mil assinaturas contra as obras. Neste sábado (06), o grupo recolheu assinaturas no Calçadão para pressionar autoridades e a Encalso, empresa que deseja construir as usinas.
Os locais escolhidos para as hidrelétricas ameaçam a cachoeira  do Talhadão, no rio Turbo, em Palestina, e ainda a foz do rio Preto, em Riolândia.
A associação ganhou apoio de deputados da região que rejeitam a usina e até de dom Paulo Mendes Peixoto, bispo de Rio Preto. Políticos e o bispo marcaram ato ecumênico no dia 1º, perto da cachoeira em novo protesto contra a obra.
Segundo a advogada da associação, Gisele de Oliveira Garcia Paschoeto, sábado (06) foram recolhidas cerca de 250 assinaturas. “Estamos coletando assinaturas há alguns meses e vamos intensificar cada vez mais a ação”, afirmou. As usinas ameaçam até a cachoeira de São Roberto, em Pontes Gestal. No total, uma área de 200 alqueires seria inundada pelas usinas. A associação agora quer tombar o rio Turvo como patrimônio histórico. O pedido será encaminhado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

PRESSIONAR A CETESB
A meta também é pressionar a Cetesb, órgão do governo estadual, para que a Encalso não receba autorização para construção das usinas. A instalação ainda depende de aval da Anel (Agência Nacional de Energia Elétrica), do governo federal.
Segundo ambientalistas e biólogos da Unesp, a usina também ameaça animais na região. A hidrelétrica ocuparia mata nativa que abriga animais como onça, araras, macaco-prego e  peixes. “Existem espécies ainda desconhecidas nessas áreas”, diz a advogada. O Ministério Público investiga o caso.

ENCALSO ADIA AUDIÊNCIAS PÚBLICAS
Diante das manifestações e protestos contra a construção de usina no Talhadão, a Encalso adiou duas audiências públicas que iriam discutir as obras.  As audiências estavam marcadas para dias 27 e 28 de julho.
A empresa ainda não marcou nova data para as audiências. A Encalso entregou à Cetesb relatório de impacto ambiental com a construção das usinas e espera por aprovação.

Diário da Região publica matéria especial sobre o Turvo em Palestina: ‘Os tesouros históricos do Talhadão’


(Por Allan de Abreu- diarioweb – Fotos: Edvaldo Santos - São José do Rio Preto, 7 de Agosto, 2011)

Cachoeira do Talhadão, entre Palestina e Orindiúva: tesouro natural e histórico
As margens do rio Turvo escondem preciosidades históricas e arqueológicas que ameaçam desaparecer com a construção de duas usinas hidrelétricas. Entre os vestígios encontrados por pesquisadores estão cerâmicas e urnas funerárias de índios que habitaram a região há mais de mil anos, além do cemitério de uma vila do século 18 mantida por padres.
O Ministério Público de Paulo de Faria, que investiga os danos causados pelas usinas, solicitou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) um laudo sobre os achados do Talhadão. O órgão recebeu a demanda, mas ainda não há data definida para a visita ao Turvo. “Vamos avaliar se há realmente material com interesse arqueológico no local, e se será afetado pela usina”, diz o arqueólogo do Iphan Rossano Lopes Bastos.
O cemitério, que fica no município de Orindiúva, é o único vestígio que restou de São Vicente do Talhadão, vila construída às margens do rio. Parte da história do local foi recuperada em estudo feito pelo engenheiro Antônio Carlos de Carvalho para a Associação de Defesa do Meio Ambiente dos rios Turvo e Preto e da Cachoeira do Talhadão (Amertp).
A maior dificuldade, segundo Carvalho, é a ausência de documentos sobre a vila. O único encontrado por ele até agora é um artigo publicado no jornal “A Tribuna”, de Nova Granada, que descreve uma visita do inspetor de alunos César Monteiro às ruínas do lugarejo, em 1943. Segundo ele, havia ruínas do que denomina “casa dos padres”, além de um cemitério em formato arredondado, com muro de pedras basálticas sobrepostas, sem argamassa, e um portão de madeira na entrada.
Na descrição do inspetor, havia um enorme crucifixo em madeira bem no meio do cemitério, e pequenas cruzes marcando as sepulturas. “Numa dessas cruzinhas tivemos a oportunidade de ver uma data feita por pedacinhos de ferro em forma de tachinhas dizendo o ano em que foi ali enterrado alguém: 1777”, informa o texto.
O Diário visitou o local, descoberto pelo engenheiro no início do ano. Da descrição de Monteiro, só sobrou o cemitério em ruínas, com o muro de pedras e o pilar central do crucifixo - as sepulturas foram tomadas pelo mato. Tudo está cercado por plantações de cana-de-açúcar. Além do texto de Monteiro, a lembrança da Vila de São Vicente do Talhadão permanece na memória dos moradores mais antigos da região, como o aposentado Carlos Mor Rami, 83 anos. “Eu me lembro dos vestígios de uma serralheria, e de uma visita de um grupo de padres que veio estudar a vila, em 1959”, afirma.
Rio abaixo, há vestígios do que os ribeirinhos do local chamam de “fornalha”, rochas assentadas com terra vermelha. Ao lado, é possível observar quatro pilares, dois com 1,5 metro e outros dois com um metro de altura, com encaixes para vigas transversais. Segundo Carvalho, não é possível precisar a função desses objetos, nem a idade. “Só é possível inferir que são posteriores à construção do cemitério, porque são assentados com barro, uma técnica mais sofisticada.”
Das ruínas históricas, a “fornalha” será alagada pelas hidrelétricas. Já o cemitério corre o risco de desaparecer pelas alterações no entorno da cachoeira do Talhadão. “É um local sensível e já muito danificado pela ação do homem”, diz o engenheiro.

ARQUEOLOGIA
O Turvo também esconde vestígios arqueológicos, incluindo material cerâmico indígena, da tradição Aratu - pré-colombianos que habitaram o Brasil do norte paulista até o litoral pernambucano há 5 mil anos. No ano passado, os arqueólogos Fernando Zamora Favarelli e Neide Barrocá Faccio coletaram 1.334 fragmentos em sete sítios ao longo do rio, próximo do município de Cardoso.
Em 2004, o agricultor Sérgio Aparecido Gonçalves Nunes, 56 anos, encontrou uma urna funerária indígena próximo à barranca do Turvo. “Era um pote de barro com meio metro de altura e uma ossada dentro”, diz. Nunes cogitou entregar o objeto a um especialista, mas acabou enterrando novamente. “Hoje me arrependo. Mesmo assim, acho que ainda consigo localizá-lo novamente.”
Há três semanas, outra descoberta passou a intrigar os moradores de Palestina. O aposentado José Garcia, 79 anos, pescador no Turvo há cinco décadas, relatou ao engenheiro Carvalho a existência de uma pedra com área de três por quatro metros riscada com figuras abstratas. “Ainda não sabemos se é obra humana ou da natureza. Precisamos de uma avaliação técnica”, diz o engenheiro.

TURVO ABRIGA ESPÉCIE ÚNICA DE PEIXES
A construção das duas usinas hidrelétricas no rio Turvo não é uma ameaça somente à história, segundo pesquisadores. Também compromete espécies de peixes do rio, parte deles só encontrados no Turvo. Entre 2004 e 2008, o biólogo da Unesp de Rio Preto Renato Braz de Araújo pesquisou os peixes no rio, na altura dos municípios de Nova Granada e Icém. Encontrou 52 espécies, incluindo uma rara, denominada pequira, e três “provavelmente novas para a ciência”.
Em relatório encaminhado à Amertp, ONG contrária à construção das usinas, o biólogo critica os dois empreendimentos da Encalso. “Os peixes são os organismos mais afetados pelos barramentos, especialmente por serem facilmente visíveis no ambiente, terem valor econômico (pesca) e também por serem sensíveis às mudanças ocorridas no sistema aquático. Com isso, espécies de piracema têm seus movimentos obstruídos ou bastante dificultados pelas barragens, resultando em redução populacional de diversas espécies”, escreve o especialista.
Araújo também aponta falhas no estudo de impacto ambiental (EIA) e no relatório de impacto ambiental (Rima) referente às usinas. De acordo com ele, o estudo constatou 32 espécies de peixes no local em apenas uma coleta, o que, para o biólogo, é insuficiente para estimar a riqueza de espécies de peixes na área de influência das usinas.
“Empreendimentos como as PCH (pequenas centrais hidrelétricas) Talhado e Foz do Preto representam séria ameaça aos habitats e microhabitats tanto no leito original dos rios e afluentes, lagoas marginais, como nas áreas cobertas por vegetação nativa localizadas em suas margens, que servem como refúgio, fonte de alimentação, proteção contra predadores e locais para reprodução dos peixes”, conclui o pesquisador.

TAUNAY ATRAVESSOU RIO NO SÉCULO 19
Pelo rio Turvo passou um visitante ilustre do império, o escritor, militar e político Alfredo D’Escragnolle Taunay (1843-1899), mais conhecido como Visconde de Taunay. Vindo de uma frente de batalha da Guerra do Paraguai, no Mato Grosso, para levar ao imperador informações sobre o combate, em julho de 1867 Taunay chegou à freguesia de São Francisco de Salles, hoje um município próximo a Frutal (MG).
No dia 13 daquele mês, ele atravessa o rio Grande de canoa e passa dois dias caminhando pela mata até chegar à margem direita do Turvo. Lá, hospedam no rancho do “sr. Valério”, numa “casinha encravada num terreno todo conquistado a machado”.
Na manhã seguinte, atravessa o rio e chega a Rio Preto, onde é acolhido na única casa coberta de telhas do arraial. Em seu diário, o visconde anota que o arraial tinha meia dúzia de palhoças abandonadas, e vaticina o futuro do vilarejo: “Há um igrejinha em construção, e cremos que por muitos anos fique nesse estado, quando não se arruíne totalmente”.
Edvaldo Santos
José Garcia, pescador do Turvo há cinco décadas, indicou local da pedra com supostos escritos humanos

MP INVESTIGA HIDRELÉTRICAS
As Promotorias do Meio Ambiente de Paulo de Faria e Palestina instauraram inquérito para investigar possíveis danos ambientais e ao patrimônio histórico causados pela construção de duas hidrelétricas no rio Turvo.
Para o Ministério Público de Paulo de Faria, há falhas no estudo de impacto ambiental das hidrelétricas apresentado pela Encalso, e o documento terá de ser refeito. O documento não informa em detalhes todas as espécies de fauna e flora potencialmente afetadas e também omite a possível existência de sítios arqueológicos nas proximidades do rio - o MP solicitou parecer do Iphan sobre o assunto.
Se o impacto ambiental for severo, o MP espera que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) negue licença ambiental para as obras. Caso isso ocorra, a Promotoria ameaça ingressar na Justiça com ação civil pública. “Essas obras não podem acontecer, porque são uma ameaça muito séria ao Turvo”, diz Gisele de Oliveira Garcia Paschoeto, advogada da Amertp.
Ela e o marido, o contador Peter Paschoeto, se engajaram na luta contra as usinas no fim do ano passado. “Um dia meu filho de 13 anos chegou e falou pra minha mulher: ‘Pô mãe, você não vai fazer nada?’ Aí parece que eu acordei para o problema”, afirma Peter, que costuma pescar com o filho nas águas agitadas do Turvo. Com a ajuda do casal, a Amertp foi fundada no fim do ano passado, e é o segundo movimento popular de Palestina contra a instalação de hidrelétricas no rio - o primeiro, bem-sucedido, foi em 1983.
Edvaldo Santos
ENCALSO REBATE CRÍTICAS
Em nota, a Encalso ressalta que “não há registro” de material arqueológico na “literatura científica de arqueologia”. Mesmo assim, a empresa garante que “conduzirá todos os trabalhos necessários para que não aconteça nenhuma destruição de material arqueológico devido à implantação das PCHs”.
De acordo com a Encalso, em agosto de 2009 foi feito um diagnóstico arqueológico na área, com autorização do Iphan. Esse estudo constatou apenas um sítio arqueológico cadastrado no Turvo, mas fora da área dos dois empreendimentos. E, em entrevista com os moradores da região, constatou que dois fizeram menção a achados arqueológicos.
A empresa admite a possibilidade de existência de material com interesse histórico no Turvo. “O potencial arqueológico foi determinado como sendo entre médio e alto para a ocorrência de sítios arqueológicos, o que será confirmado ou não em uma próxima etapa dos trabalhos, identificado como etapa de prospecção arqueológica”, informa a nota. Nesta etapa, caso algum sítio seja localizado, será retirado do local e levado para um museu que a Encalso estuda instalar na região, conforme a empreiteira.

USINAS

A Encalso prevê investir R$ 154 milhões na construção das duas usinas, denominadas Talhado e Foz do Preto. A produção de energia das duas novas unidades deverá atingir 135 mil megawatts (MW) por ano, suficientes para atender a uma população de 210 mil habitantes.
A empreiteira chegou a agendar audiências públicas no fim de julho em Riolândia e Palestina, mas adiou o encontro - não há nova data prevista. Os empreendimentos tem forte resistência por parte de ambientalistas e deputados da região, além do bispo de Rio Preto, dom Paulo Mendes Peixoto.

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Amertp protesta no Calçadão de Rio Preto contra a construção de PCHs que acabariam com a cachoeira do Talhadão, e já tem 3 mil assinaturas contra as obras

sábado, 6 de agosto de 2011

Mato Grosso do Sul: Justiça acata pedido de mulher que nasceu Dário e hoje se chama Ana Gabrielli


Ana que sempre teve os traços femininos, conta que “hoje me considero uma mulher completamente realizada. Agora quando me olho no espelho sinto que eu tenho uma identidade”, finaliza. O total investido para a mudança de sexo e os tratamentos realizados na adolescência chegam a mais de R$ 18 mil.
Antes, Dário (homem), hoje  Ana Gabrielli (mulher)
A transexual Ana Gabrielli da Silva Lima Guimarães, de 24 anos, é a segunda em Mato Grosso do Sul a ter o direito de trocar o nome. Ela que fez a cirurgia para a mudança de sexo recorreu a Defensoria Pública para dar entrada no processo para mudança de nome. O primeiro caso registrado no Estado foi há dez anos atrás. O documento foi deferido e deve chegar na próxima semana, enquanto isso ela começa a fazer os preparativos para o casamento.
Ana Gabrielli realizou o seu maior sonho em fevereiro de 2010, quando conseguiu fazer a cirurgia pela rede particular em Campo Grande. A cirurgia aconteceu na Maternidade Candido Mariano e custou cerca de R$ 3,5 mil.
”Sempre quis fazer isso, depois que eu consegui realizar a minha operação e tive o direito de mudar meu nome, me senti a pessoa mais realizada do mundo. Agora eu só falto me casar”, conta Ana.
Segundo a mãe, Ana Bete da Silva Lima, de 49 anos, desde os 12 anos de idade notou que o seu filho “Dário”, tinha algo de diferente.
“Desde bebê que eu notei que o meu filho era diferente. Mas aos 12 anos começaram os problemas. A Ana sempre voltava da escola chorando, começou a apresentar um quadro de depressão e então comecei a conversar e a perguntar, até que um dia ela me falou sobre o seu caso e a partir daí fomos procurar ajuda”, explica a mãe.
Os pais no início procuraram ajuda na Igreja Evangélica para a “curar” o filho. “Muitos pastores falaram que isso que acontecia com ela era coisa do “inimigo”. Fomos a diversas igrejas até que um dia resolvemos levá-la a um médico especialista”.
Durante esta consulta foi diagnosticado que Ana tinha mais hormônios femininos do que masculino. A mãe conta que esperou a filha completar 21 anos para pode realizar a operação. “A Ana sempre teve o nosso total apoio e eu esperei que ela completasse a maioridade para que ela tomasse esta decisão que seria muito importante para ela”, diz a mãe.

OPERAÇÃO
No inicio ela foi para São Jose do Rio Preto, interior de Sâo Paulo, onde se submeteu a diversos exames que constataram que tinha pseudo-hermafrodita. Ela deu continuidade ao seu tratamento pelo Sistema Único de Saúde em São Paulo, depois de realizados, chegou a ir para o Rio de Janeiro. “A fila estava muito grande e desisti de fazer a cirurgia lá”, afirma.
De volta a Campo Grande, Ana que trabalha como Agente de Saúde pela Prefeitura de Campo Grande resolveu fazer a cirurgia pela rede particular. “No dia 25 de fevereiro de 2010, realizei a minha operação que duraram sete horas na Maternidade Candido Mariano. Eles retiraram o pênis e construíram um canal vaginal. Neste dia, o hospital parou, e me avisaram que toda a imprensa queria falar comigo, mas na ocasião eu não quis falar, pois achei que ainda não era o momento”.
Segundo Ana, o pós-operatório durou quatro meses, e ela teve que usar uma sonda, mas depois de passado o período retirou os pontos e “ficou normal igual a de uma mulher”.
Assim que ela se recuperou no dia 11 de abril do ano passado, ela deu entrada na Defensoria Publica para ter o direito de trocar de nome. “O tempo que eu levei para fazer tudo isso não foi grande e recebi muito apoio. Mas só deu certo porque eu fiz todos os exames necessários que a lei pede”, explica.
Logo depois de se recuperar de tudo que passou Ana Gabrielli conheceu o noivo, o pintor Renato Alexandre Camargo, de 28 anos. “Desde do inicio eu contei toda a minha história e ele aceitou. Agora eu não vejo a hora de pegar os meu documentos para casar logo com ele no civil”, diz Ana.
Para Renato, por ele já casava logo. “Eu respeito muito a minha mulher, e não vejo à hora de eu pode ficar casado com ela no papel”, finaliza.

PRECONCEITO
Durante uma das minhas viagens que Ana Gabrielli fez ao Rio de Janeiro ela foi acusada de falsidade ideológica por uma atendente no Aeroporto Internacional de Campo Grande. “Eu só consegui embarcar depois de mostrar o laudo médico, porque ela dizia que o nome da minha identidade era diferente do que ela via na frente dela”.
A mãe de Ana também disse que sofreu muito preconceito. “Sofri muito, porque as pessoas achavam que eu era conivente com ela. Muitos viraram a cara para mim. Mas eu fui forte e resisti. Hoje eu tenho uma filha linda, inteligente e que eu amo muito”.
Por Rodson Willyams- Foto: Alexandre Câmara- Midiamax

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MP investiga PCHs que podem inundar Talhadão do Turvo, em Palestina, e área de Pontes Gestal


MEMBROS DA AMERTP

O Ministério Público dos Municípios de Palestina e Paulo de Faria, na região de São José do Rio Preto, abriram inquérito para investigar o impacto ambiental que a construção de duas PCHs – Pequenas Centrais Hidrelétricas devem causar na região.
O projeto é de iniciativa empresa da Encalso Construtora e irá inundar um trecho de 1.100 hectares de mata nativa, cachoeiras, pantaninhos e até um sítio arqueológico. Seriam afetadas as cidades de Palestina; Riolândia; Orindiúva; Paulo de Faria e Pontes Gestal.
Um das PCHS seria instalada a 200 metros da queda d’água da cachoeira do Talhadão, no rio Turvo, município de Palestina e a outra no entroncamento dos rios Turvo e rio Preto, próximo ao município de Pontes Gestal.
A CONSTRUTORA APENAS SUSPENDEU AS
AUDIÊNCIAS PÚBLICAS E AGUARDA DECISÃO
O promotor Felipe Euzébio, do MP de Paulo de Faria, informou que o inquérito visa constatar se o estudo de impacto ambiental será criterioso e se contempla toda a extensão de danos que podem vir a ser causados ao meio ambiente.  Caberá à Cetesb – Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo, emitir a licença ambiental para que a obra saia do papel.
Para iniciar a obra, a empresa terá que obter três licenças: licença prévia; licença de instalação e licença para operação. Mesmo sem nenhuma licença a empresa teria iniciado a demarcação de terreno em uma propriedade particular, o que lhe rendeu uma multa de R$7,5 mil por devastação da mata nativa, emitida pela Polícia Militar de São José do Rio Preto, no mês passado.
O Eia Rima – estudo de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental está sendo avaliado pelo Departamento de Avaliação de Obras Hidráulicas da Cetesb na Capital. Os promotores que acompanham o caso informaram que inquérito que está em andamento nas duas comarcas, deverá ser unificado.
(Por Ellen Lima, de Rio Preto- Especial para o UOL Ciência e Saúde).